sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Começam a mostrar as garras

Não demora muito, e os eleitos no último páreo começam a mostrar suas garras que estavam recolhidas nos seus dedos.
Anunciando obras faraônicas e investimentos que soam impossíveis aos cofres públicos, gorjeiam sua demagogia aos quatro cantos, para a alegria dos tablóides que vendem seus produtos tipográficos satisfazendo a curiosidade dos leitores e fazendo circular o preço de seus custos.
Portal do aniversário, a ser erguido em terrenos de uns e outros (!) adquiridos com nosso dinheiro; criação de mais uma secretaria para abrigar inúmeros outros novos funcionários públicos, engordando os custos, sem resolver questões básicas da saude, educação, e outros urgentes. E vai por aí afora...
Assim seguem as prefeituras desse interior que insiste em manter-se no interior, subjulgando-se incessantemente aos mandos e desmandos de coronéis da política.
Panelada resolve? Duvido... pode alertar uns e outros... mas, repito: enquanto as urnas reconduzirem os mesmos politicudos aos mesmos cargos, nada disso terá a mínima chance de mudar!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Incompetência

A notícia da maior prova da incompetência deste país chegou ontem:
o Brasil é o país com maior número de mortes causadas pelo H1N1. Superou todos.
Aqui, aonde as autoridades propagandearam que tudo estava sob controle, os aeroportos vigiados, a segurança sanitária dando conta do recado, distribuição de medicamentos, médicos e hospitais prontos para atender e socorrer os que necessitarem...
E, na verdade, o que esteve acontecendo é que o virus andou solto, feliz da vida, multiplicando-se e fazendo seu estrago costumeiro. Pneumonias pulularam em todos os cantos do país, matando mais gente que em qualquer outro rincão desse mundão de Deus.
Que Deus nos proteja. Do virus? Não do PT, do governo, das mazelas políticas, dos politiqueiros, egoístas e que pouco estão preocupados com essa questão. Sua maior preocupação, na verdade, sempre foi política, influência, dinheiro, e vai saber mais o que... o povo que se lasque!!!
Só Deus para nos proteger mesmo.
Tenho dó dos ateus e agnósticos... eles não tem nem a quem socorrer...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Panelaço em Londrina

Recado aos paneleiros de plantão: enquanto organizam o tal panelaço, num certo dia, em local e hora ainda em discussão, Brasília e o PT promovem a resposta: a volta da CPMF.
Se alguém em sã consciência acredita que o som das panelas vai produzir algum efeito, tenha essa certeza: vai sim... os politicanos vão responder com mais impostos, mais tarifas e taxas para estrangular mais ainda a nossa vida, “meros cidadãos", e facilitar mais e mais ainda a vida deles, sultãoneiros e marajóides do bem estar “deles” e da própria sofisticação.
A infelicidade de todos é proporcionada pela falta de entendimento de uma maioria que vota cegamente, enganada pelos malandrucos do páreo.
Assim continuamos ludibriados e roubados: prometem sonhos dourados enquanto roubam nossa paz, nossa saúde e nosso dinheiro.
Resta-nos bater colheres de pau em panelas ocas... mas de nada adianta o som dessas panelas se as próximas urnas reconduzirem uns e outros aos mesmos cargos...
Até quando?

Dois Paranás

Eu já disse várias vezes e volto a dizer: o Paraná são dois estados!!!
Um, que fica no sul e funciona em sincronia perfeita (?) com a capital e arredores. Tudo lá é feito para lá, somente. Não para cá, muito menos para ná!!!
Outro, que fica no Norte, é independente. Toma suas próprias decisões (naquilo que é possível) e segue seu rumo, apesar da ligação político-dependente com esse "apêndice" que é o sul.
Já passou da hora de "dividir essa divergência" de interesses, essa dispersão de ideias (odiei a "ideia" de escrever "idéia" sem acento, de acordo com a nova regra ortográfica!) e esse desencontro cultural. Nós, daqui do norte, somos muito mais São Paulo do que Paraná. Na verdade, acabamos por nem ser do Paraná e muito menos de São Paulo!!! Isso se "ser Paraná" significar algo relacionado com o sul... porque "ser Paraná" pode muito bem ser ter os pés vermelhos... porque não???
Por isso mesmo, eu digo: chega!
E a geografia indica o caminho... existe uma serra que nos divide e nos separa histórica e culturalmente (além do óbvio: geograficamente). Essa serra faz toda a diferença... além do que "eles" nem gostam de nós mesmo... (para comprovar isso: tente localizar em Curitiba uma placa sequer com a indicação da saída para "Londrina". Não há! A única indicação é "Norte do Paraná" - o que mostra que, lá na capital, Londrina não existe... o que existe - para eles - é uma região separada com algumas cidades que eles nem se dão o trabalho de nominar) e nem fazemos questão de ser "gostados" por eles... eles que fiquem com seu frio e suas coxas brancas, mais próximos dos barrigas verdes... deixem nós ficarmos com nossos pés vermelhos, encardidos desse barro; deixe-nos aqui com nosso sol e nosso calor, nossos hábitos e costumes, mas com nossa autonomia e independência... deixem que tomemos nosso rumo, nossas decisões, levemos nossos tropeços e com eles aprendamos a caminhar sozinhos rumo ao futuro certo e inevitável...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Decepção

Há trinta anos atrás, vivíamos sob um estado ditador. A democracia ainda era um sonho. Assim como a ditadura estava presente em toda a vida, tudo era ditado, tudo era policiado, tudo era controlado. Não podíamos falar o que quiséssemos, não podíamos atender as nossas vontades; tudo era dirigido, tudo era mandado e obedecido. Os pais tinham a força opressora e a palavra final. Aos filhos, restavam-lhes obedecer. Nas escolas, a mão de ferro dominava: os professores com seus controles, suas ameaças e coagindo os pupilos indefesos. Não conhecíamos ainda o vídeo cassete, mal assistíamos programas ao vivo – a maioria era vídeo tape, a censura escolhia aquilo que podíamos ou não ver. As músicas soavam do toca discos ou dos radinhos a pilha. Quando a saudade batia mandávamos uma carta ou aguardávamos as linhas disponíveis do interurbano. Computador, internet, correio eletrônico... nem pensar!

Mas, nada disso perdurou. Ou quase nada.

A tecnologia modernizou tudo. Ou quase tudo. A democracia chegou, trouxe a liberdade de expressão, a censura caiu, as famílias ficaram mais abertas, as opiniões afloraram e o diálogo triunfou. A televisão modernizou, veio o VCR, e em seguida o DVD que já está indo embora; os radinhos à pilha deram espaço aos aparelhos 3 em 1 e foram miniaturizados para mp3 e ipods; os computadores vieram para ficar, trazendo toda uma vida digital a tona; a internet com seus correios eletrônicos instantâneos diminuíram as distâncias e aproximaram as pessoas.

Mas nem tudo mudou.

Constatar, vinte e cinco anos depois, que o ensino continua medíocre é uma decepção muito grande. O ensino primário, ginasial e colegial que tornaram-se infantil, fundamental e médio até que apresentaram modificações significativas, incorporando conhecimentos e tecnologias, alterando o modo como se ensina as crianças e os jovens. Pelo menos, nas escolas particulares, aquele método tradicional já caiu há anos, dando espaço para a modernidade e novas formas que acompanham o mundo como um todo.

Pena que a universidade não acompanhou. Medíocre como era, mas antes fazia parte de um contexto e assim, por isso mesmo, tinha sua razão de ser assim. Enquanto trocamos e-mails, pesquisamos pela internet, lemos artigos atualíssimos publicados segundos antes de termos conhecimento, assistimos aulas de professores incompetentes, atrasados, mais chegados aos costumes ditatoriais do passado do que a uma possibilidade – ainda que remota – de modenizar-se.

Aqueles professores que utilizam a lista de chamada para manter quorum em suas classes; outros que ameaçam os alunos com o tradicional “isso vai cair na prova”, ou pior: “vocês vão ver só o resultados nas suas notas”... provocando náuseas em quem tem que aturar esses retrógrados, incompetentes e incapazes, que só restam-lhes a ameaça, a coação e a repressão como arma de auto afirmar-se na sua incompetência medíocre.

Não sei qual a saída desse sistema apodrecido. Mas é muito frustrante querer adquirir novos horizontes, novos saberes e procurar a universidade para tal e descobrir que, depois de um quarto de século, o sistema piorou, apodreceu e está largado no campo, para os vermes devorarem até o caroço.

Resta a curiosidade e ser autodidata para procurar o saber em fontes mais modernas. Esquecer a universidade e deixá-la para trás, porque desta que existe, nada mais resta a fazer. Não adianta mudarem os currículos, criarem disciplinas, procurarem novos cursos com nomes atuais, se não mudarem os mestres, aqueles responsáveis pela transmissão dos conhecimentos, mas mestres verdadeiros que o sejam por amor a camisa e não porque almejam sua aposentadoria; não incrementarem com novos métodos de ensino, que tornem o aprender um prazer e não uma forma de coagir e reprimir o aluno; procurar novas tecnologias, investir de verdade no ensino e no saber.

O absurdo dos absurdos é visto na universidade: o Brasil realmente é a terra da pirataria: um xerox copiando títulos inteiros, abertamente, para quem quiser ver e comprar... e os cientistas e doutores que forem formados por esta mesma instituição, chorarão seus direitos autorais nas máquinas xerográficas num ciclo estéril e injusto. Como ensinar ética quando na porta está o arrombo da própria? Como ensinar advogados a combaterem os crimes se a própria instituição os estimula? Como estimular os pensadores quando os próprios mestres corrompem com seu ganha-pão? Como ensinar sociologia, quando a instituição é desumana para com os sociólogos? Como ensinar responsabilidade social quando a irresponsabilidade habita em todos os setores?

É claro e óbvio que existem exceções. E honrosas exceções, pois são os valentes que impedem o apodrecimento total. Meu sincero reconhecimento à esses heróis. Pena que sejam poucos. Valentes e perseverantes, mas ainda poucos... idealistas e persistentes, mas ainda assim... poucos! A luta é eterna... como a batalha do cristão: sabemos que aqui não triunfaremos, pois nosso triunfo está além desse mundo. Ainda assim, não podemos desanimar e nunca desistir de nossas batalhas diárias...

Mais triste ainda é ver que loucos e insanos, os pobres estudantes do Ensino Médio entornam aos montes, descabelando-se num vestibular injusto para, como prêmio de conquistá-lo, receberem um ensino deficiente, uma estrutura gasta e defasada, um sistema precário e mentalidades perdidas no tempo.

Eu, que queria ver a luz dos conhecimentos, novos caminhos e novas esperanças, dentro da universidade, percebo que estou perdendo meu precioso tempo, repetindo uma história que já vivi na minha vida e achei que nunca mais ninguém teria que vivê-la. Pena dos nossos jovens, dos meus filhos que terão que enfrentá-la por pura falta de opção. Quanta mediocridade. Quanto desperdício de inteligência, de oportunidades, de progresso, de vida, de saber e de esperanças...