sábado, 9 de agosto de 2008

Sabedoria Médica

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:
- Doutor, o sr. terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro...
E então o médico perguntou :
- Muito bem. E o que a senhora quer que eu faça?
A mulher respondeu :
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse para a mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.E então ele completou :
- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...
A mulher apavorou-se e disse :
- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime!
- Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.
O CRIME É EXATAMENTE O MESMO!!!!!

terça-feira, 13 de maio de 2008

Considerações atualíssimas sobre a Zona Azul

Ainda que muitos reclamem e poucos se manifestem à favor, gostaria de fazer algumas colocações mostrando alguns pontos ainda poucos perceptíveis pela maioria:
1) A Lei, sendo boa e bem formulada, quando aplicada eficazmente por aqueles que têm tal incumbência, beneficia toda população; só não vão beneficiar-se aqueles que querem “dar um jeitinho”, atitude típica de quem quer ter uma vantagenzinha sobre outro, para depois contar aos amigos, dando gargalhadas;
2) Se a CMTU e seus agentes se mantiverem firmes no propósito de fazer-se cumprir a velha Lei, notaremos dentro de alguns meses que ficará mais fácil estacionar no centro da cidade e nos locais aonde a Zona Azul é aplicada, beneficiando toda a população. Com o tempo, os “aproveitadores” desistirão e as vagas vão sobrar para aqueles que são honestos e prezam as Leis;
3) Não há outro meio de se garantir vagas para todos nos locais de maior movimento se não regulamentar um estacionamento rotativo, com agentes fiscalizadores e ser rígido na punição dos que insistirem em não respeitar;
4) Pode-se sim estudar uma fórmula diferencial a ser aplicada em regiões de clínicas e hospitais, pois é sabido que nestes locais, duas horas pode ser pouco tempo para estacionar. Aos médicos, clínicas, laboratórios e hospitais, cabem o dever de colaborarem com a sociedade, dando o exemplo ao cumprirem com os horários marcados para os atendimentos, respeitando o consumidor;
5) É normal, principalmente no Brasil, haver choros e reclamações nos primeiros dias da aplicação rígida de uma Lei, mesmo que seja uma velha Lei resgatada para ser cumprida. São esperadas manifestações como essas alegando ignorância, desconhecimento e falta de orientação; todas completamente infundadas e descabidas, pois a cidade encontra-se bem sinalizada nos locais onde a Zona Azul está presente. Essas reclamações acontecem porque a Lei nunca foi aplicada corretamente, além do fato de que todos querem se beneficiar do “jeitinho brasileiro”, daquela tolerância irritante que atrapalha o trânsito, piora o humor das pessoas e traz à tona sentimentos de ira, acompanhado das palavras sujas habituais;
6) Para a (in) felicidade geral da nação: felizmente nem todos são de ferro! Muito menos os agentes da CMTU e seus comandantes! Então, resta à população tolerar essa aplicação exagerada e hiper-rígida por alguns dias ou semanas, assim, dentro de algum tempo, não muito, voltaremos ao mesmo velho e mau hábito de estacionar como quiser e quando quiser, pois, no que diz respeito ao trânsito, não há cumprimento de Lei que perdure quando se deseja combater maus hábitos. Os movimentos pró-lei são somente nos instantes iniciais em que se decidiu colocá-la em prática. Basta passar algum tempo, sair da mídia, e tudo voltará como era antes.
Afinal, é muito cansativo ser correto e honesto, não é mesmo? Que pena!

sábado, 26 de abril de 2008

Éramos todos negros


A você que se orgulha da cor da própria pele (seja ela qual for), tenho um conselho: não seja ridículo


ATÉ ONTEM , éramos todos negros. Você dirá: se gorilas e chimpanzés, nossos parentes mais chegados, também o são, e se os primeiros hominídeos nasceram justamente na África negra há 5 milhões de anos, qual a novidade?A novidade é que não me refiro a antepassados remotos, do tempo das cavernas (em que medíamos um metro de altura), mas a populações européias e asiáticas com aparência física indistinguível da atual.


Trinta anos atrás, quando as técnicas de manipulação do DNA ainda não estavam disponíveis, Luca Cavalli-Sforza, um dos grandes geneticistas do século 20, conduziu um estudo clássico com centenas de grupos étnicos espalhados pelo mundo.Com base nas evidências genéticas encontradas e nos arquivos paleontológicos, Cavalli-Sforza concluiu que nossos avós decidiram emigrar da África para a Europa há meros 100 mil anos.Como os deslocamentos eram feitos com grande sacrifício, só conseguiram atingir as terras geladas localizadas no norte europeu cerca de 40 mil anos atrás.


A adaptação a um continente com invernos rigorosos teve seu preço. Como o faz desde os primórdios da vida na Terra sempre que as condições ambientais mudam, a foice impiedosa da seleção natural ceifou os mais frágeis. Quem eram eles?Filhos e netos de negros africanos, nômades, caçadores, pescadores e pastores que se alimentavam predominantemente de carne animal. Dessas fontes naturais absorviam a vitamina D, elemento essencial para construir ossos fortes, sistema imunológico eficiente e prevenir enfermidades que vão do raquitismo à osteoporose; do câncer, às infecções, ao diabetes e às complicações cardiovasculares.


Há 6.000 anos, quando a agricultura se disseminou pela Europa e fixou as famílias à terra, a dieta se tornou sobretudo vegetariana.De um lado, essa mudança radical tornou-as menos dependentes da imprevisibilidade da caça e da pesca; de outro, ficou mais problemático o acesso às fontes de vitamina D. Para suprir as necessidades de cálcio do esqueleto e garantir a integridade das demais funções da vitamina D, a seleção natural conferiu vantagem evolutiva aos que desenvolveram um mecanismo alternativo para obter esse micronutriente: a síntese na pele mediada pela absorção das radiações ultravioletas da luz do sol. A dificuldade da pele negra de absorver raios ultravioletas e a necessidade de cobrir o corpo para enfrentar o frio deram origem às forças seletivas que privilegiaram a sobrevivência das crianças com menor concentração de melanina na pele.


As previsões de Cavalli-Sforza foram confirmadas por estudos científicos recentes. Na Universidade Stanford, Noah Rosemberg e Jonathan Pritchard realizaram exames de DNA em 52 grupos de habitantes da Ásia, África, Europa e Américas.Conseguiram dividi-los em cinco grupos étnicos cujos ancestrais estiveram isolados por desertos extensos, oceanos ou montanhas intransponíveis: os africanos da região abaixo do Saara, os asiáticos do leste, os europeus e asiáticos que vivem a oeste do Himalaia, os habitantes de Nova Guiné e Melanésia e os indígenas das Américas. Quando os autores tentaram atribuir identidade genética aos habitantes do sul da Índia, entretanto, verificaram que suas características eram comuns a europeus e a asiáticos, achado compatível com a influência desses povos na região.Concluíram, então, que só é possível identificar indivíduos com grandes semelhanças genéticas quando descendem de populações isoladas por barreiras geográficas que impediram a miscigenação.


No ano passado, foi identificado um gene, SLC24A5, provavelmente responsável pelo aparecimento da pele branca européia. Num estudo publicado na revista "Science", o grupo de Keith Cheng seqüenciou esse gene em europeus, asiáticos, africanos e indígenas do continente americano.Tomando por base o número e a periodicidade das mutações ocorridas, os cálculos iniciais sugeriram que as variantes responsáveis pelo clareamento da pele estabeleceram-se nas populações européias há apenas 18 mil anos.
No entanto, como as margens de erro nessas estimativas são apreciáveis, os pesquisadores tomaram a iniciativa de seqüenciar outros genes, localizados em áreas vizinhas do genoma. Esse refinamento técnico permitiu concluir que a pele branca surgiu na Europa, num período que vai de 6.000 a 12 mil anos atrás.

A você, leitor, que se orgulha da cor da própria pele (seja ela qual for), tenho apenas um conselho: não seja ridículo.

escrito por Drauzio Varella e assino embaixo

quarta-feira, 5 de março de 2008

Quando não servir para mais nada... torne-se cobaia de cientista!

É assim que os nazistas classificaram alguns judeus, naqueles tempos de Segunda Guerra Mundial. Ou será que só tolos acreditam nessa história?

No artigo de VEJA, desta semana (05/03/2008), André Petry demonstra uma face nazista, dando um claro destino para aquilo que julga não prestar pra mais nada: “ou vai para o laboratório ou vai para o lixo”. Oras, Sr. André, cuidado com o que diz... suas palavras podem ecoar contra a sua própria pessoa... em algum momento de sua vida, esta legislação que o sr defende poderá atentar contra sua própria vida. Num certo momento, quando estiver velho e improdutivo (dentro dos padrões que exigirem à época) o senhor poderá ser jogado num canto de laboratório, já que nenhum valor mais terá a vida, com seus membros amputados, e sua vida segurada por um aparelho qualquer apenas para mantê-lo utilizável nas experiências que os cientistas estiverem dedicando-se naquele momento. Que mal há nisso? Ele era mesmo um velho decrépito... já não prestava para mais nada!

Atentar contra a vida – em qualquer momento em que ela se encontra – é um descalabro. Quem é que pode garantir que os embriões obtidos de forma laboratorial não são vidas congeladas? “Na dúvida, não ultrapasse!” Como pode o Estado – tutor da vida de todos os seus cidadãos – condenar alguém à morte? Que poder é esse que querem dar a este Estado? Eu não quero viver submetido á um estado que se diz democrático, mas ameaça de morte aqueles que ele assim escolher, segundo seus padrões de produtividade ou padrões de permissão para viver.

Não! Há um equívoco nessa discussão toda que querem tapar a todo custo. Não é uma discussão católica, evangélica, cristã ou religiosa. Seu quadrinho com pesquisa entre católicos e evangélicos serve para desviar a atenção; ademais, uma pesquisa desse tipo foi feita em que padrões? Qual o nível de conhecimento dos entrevistados? O quão católicos ou evangélicos são esses 95%? De finais de semana ou cristãos realmente devotos e conhecedores a fundo da fé cristã e da defesa da Vida?

Essa é uma discussão em que muitos daqueles que defendem essa tal Lei, não enxergam o poder que estão dando aos dirigentes: poder para decidir quem pode e quem não pode viver. Não enxergam, porque os mal-intencionados fazem essa confusão toda, para ludibriar aqueles mal informados. É um jogo político, sujo, como temos visto no Brasil em todas as eleições. Decisão pela vida nunca foi uma decisão religiosa. Mas abusa-se desse argumento, desviando as atenções do propósito ditatorial embutido nessa ganância de comandar a vida das pessoas.

E quem garante que, se tal Lei for aprovada, não surgira outros complementos e emendas trazendo a tona mais claramente a vontade ditatorial de decidir quais são os eleitos para viver?

Os cientistas nazistas – como deve o senhor saber – também pensavam assim, como estão pregando hoje. Religião? Não levamos em conta. Oras, esses pobres judeus vão para o forno mesmo, então porque não utilizá-los em experiências na tentativa de purificar nossa raça? Quem se importará, já que eles estão mesmo condenados à morte e vão para o lixo (uma vala qualquer, quando não um depósito de cinzas)?

É exatamente a mesma coisa. A única mudança é que hoje não classifica-se aqueles condenados à morte pela sua raça/credo, mas sim pela sua suscetibilidade vital, ou melhor, pelo seu poder de dizer sim ou não. Como pode um embrião optar pela vida, pelo lixo ou por um tubo de ensaio? Ele não pode decidir. E aqueles que se dizem possuidores de inteligência deveriam decidir por eles – a decisão sensata e correta: a decisão pelo direito de viver.

Complemento ainda, Sr. André Petry: nem os pais que geraram esse embrião, são possuidores do poder de decidir pela sua vida ou sua morte. Eles são sim responsáveis pela manutenção da sua vida – em qualidade – até que esse embrião torne-se pessoa independente e “caminhe pelos próprios pés”.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Quando eu descobrir o que você sabe, eu vou contar para todo mundo!


"A Educação em nosso país sempre foi para poucos. Na época do meu Colegial, o professor que falasse do tema "escola boa e competente para TODOS" era CHAMADO DE COMUNISTA. Nós estávamos no Governo JK, anos 50. A sociedade – a chamada Classe Média – estava pouco se lixando e/ou acompanhando – achavam uma maravilha."


Querida(o) Amiga(o),


Não vou escrever, muito. Vou reproduzir apenas um e-mail que recebi dias atrás. O e-mail é curto. Não se preocupem, dá até para ler no blackburro.


"Trabalho numa empresa de varejo. Hoje é dia de contratação. A fila lá fora chega a umas trezentas pessoas. Estamos oferecendo 60 vagas em diversas funções. Para todas, a escolaridade exigida é o 2 grau. A chefe lá do RH acabou de informar que será um milagre conseguir preencher 30 das vagas.


Motivos de eliminação;


1 - Traje: cara, é incrível que vem muita gente vestida com bermuda, sainhas curtas, seios à mostra, camisetas cavadas das mais variadas cores e fazendas. Está mais para festa do que para busca ao emprego.


2 - Não trazer os documentos exigidos: O placa fica na porta da filial por uma semana, com as exigências mínimas, mas parece que o povo só lê as linha da vaga e do endereço para entrevista;


3 - O temido "teste escrito": Eu chamo de "teste de analfabetismo", uma vez que são pergutinhas tolas de Português e 4 questões de matemática de 4ª série. Neste ponto ocorre o massacre, onde a maioria semi-analfabeta, de idades que variam entre 22 e 40 anos, alguns com nível universitário, tombam vergonhosamente. Nem teço comentários, pois os fatos falam por si." Milhões de adultos e jovens brasileiros estão completamente atrasados em comparação a quem trabalha hoje a mil por hora.


O que cada um de nós pode fazer para ajudar essa turma a se incluir socialmente, tecnologicamente, humanamente etc etc etc?


1. Compartilhar conhecimento.

2. Emprestar livros.

3. Dar palestras de graça.

4. Criar algum tipo de ONG local para reciclar adultos.

5. Ser Mentor de alguém.

6. Reciclar computadores.

7. Ler para os outros.

8. Fazer o CV dos caras.

9. Empurrá-los ladeira abaixo para aprenderem alguma coisa.

10. Jogar a televisão fora.

11. Oferecer cursos pré-preparatórios para conseguir trabalho.

12. Ensinar a usar um computador.

13. Ensinar uma nova profissão.

14. Levar ao Campus Party Brasil 2008

15. Conte a ele HISTÓRIAS de heroísmo, ética, coragem, honestidade, auto-estima, amor próprio, civilidade, boa vontade.

16. Convidá-lo para participar de 2 almoços com outras pessoas.

17. Criar a Sexta-feira da Inclusão, onde você traz para dentro da empresa um ou dois adultos, e mostra a eles como as coisas são e realmente funcionam dentro de uma empresa de verdade.

18. Levar ao Campus Party Brasil 2008.

19. Ajudá-lo a descobrir os seus próprios pontos fortes.

20. Lembrá-lo que na era do computador, a limpeza da pele e o peso do corpo não importam muito, o que interessa é o que está dentro da cabeça.

21. Arrancá-lo na marra de dentro de casa e metê-lo dentro de um ou dois eventos de networking por semana onde possa conhecer novas pessoas.

22. Contratar apenas quem faz trabalho voluntário, ou comprovadamente se esforçou para ajudar outros a serem bem sucedidos.

23. Ensiná-lo a ler MUITO! LIVROS COMPLETOS, ARTIGOS EXTENSOS, DISSERTAÇÕES, ou, se não gosta de ler, pelo menos ouvir livros completos em mp3.


Eu posso até acreditar que existam pessoas que se recusam a compartilhar o que sabem com medo de perder a pose.


Para essa turma de bossais, um recado: quando eu descobrir o que vocês sabem, EU VOU CONTAR PARA TODO MUNDO! Educação é para todos, todos que quiserem; e aqueles que não quiserem, vão ter que engolir.