segunda-feira, 8 de março de 2004

O lugar do mundo é no Brasil!

“Todas as pessoas sabem lidar com as adversidades da vida, mas se você quiser realmente testar o caráter de um Ser Humano, dê a ele PODER!”. Autor Desconhecido.

Querida Amiga (o),

Era uma vez uma empresa, fundada por verdadeiros empreendedores da cidade de São Paulo, conhecida pela revolucionária idéia de extrair de uma plantinha amazonense uma bebida de sabor inigualável que conquistou o mundo.

Era uma vez uma outra empresa, fundada por verdadeiros empreendedores da cidade do Rio de Janeiro, conhecida pela excepcional qualidade dos seus produtos e adorada por seus fiéis consumidores.

Era uma vez então um banco, que comprou essas empresas para criar uma nova empresa, que comprou então outra empresa para adicionar a essa nova empresa, que comprou então mais uma outra empresa para adicionar a essa nova empresa, e então..., vendeu tudo para uma outra empresa.

No mundo globalizado só existe uma forma de uma empresa não ficar para trás: NÃO SE VENDER! Não vender as IDÉIAS ORIGINAIS que criou! Entender que somente com IDÉIAS ORIGINAIS é possível fazer a diferença no mundo, no seu mercado, no seu bairro, na sua casa.

Desde a década de noventa que o controle diário da Brahma e a Antarctica pertenciam a um banco e não mais aos seus empreendedores originais. Um banco de investimentos que tem por missão investir números por números para obter números em troca de números, muito rapidamente e baseado em métricas “modernas” de velocidade de retorno sobre o investimento, produtividade por cabeça, garrafas por consumidor, metros quadrados por engradados, engradados por pontos de venda, pontos de venda por funcionário, funcionários por horas de trabalho aos finais de semana, e quantidade de mulher pelada por peças de propaganda. Em resumo, o verdadeiro estado da arte em CRIATIVIDADE! O verdadeiro espírito do EMPREENDEDORISMO! Vai nessa...

A grande diferença entre o Oscar Schmidt (talvez o principal jogador de basquete da história do esporte no Brasil) e um rapaz que todos os domingos joga uma partida de basquete com os amigos, em algum parque de alguma cidade brasileira, são as métricas que cada um usa para definir o que é SUCESSO para cada um.

Para o rapaz, vencer a partida e fazer cestas, talvez sejam as únicas métricas que ele usa para entender o quanto ele evolui individualmente, e talvez com isso, passados 25 anos, ele continue com o mesmo desempenho. Enquanto que para o Oscar, apenas esses números financeiros (vitória e pontos) não são o suficiente para medir sucesso. Ele sabe que o número de assistências aos seus colegas, o número de horas de treino, o número de horas de estudo, o tempo com os fãs, o número de passes errados e o tempo de posse da bola, são as verdadeiras métricas para atingir a vitória e conquistar os pontos.

Na vida nós geralmente somos viciados em olhar as coisas por apenas um único ângulo (no caso de alguns bancos apenas o lado financeiro) deixando de lado outros ângulos que são as verdadeiras unidades de medida daquilo que seremos ser.

Enquando a Ambev acredita (eu não acredito que ela acredita de verdade nisso) que o caminho do seu crescimento é avançar sobre continentes que já possuem suas marcas preferidas. A Interbrew, aquela que comprou a Ambev, SABE que os países com maior potencial de crescimento são o próprio Brasil e a Ásia (onde o Guaraná Antarctica já tem inclusive o pé por lá faz tempo) e SABE que o quê a Ambev tem de original não é a cerveja (por mim pode vender a cerveja à vontade. Não fomos nós que inventamos a cerveja. Cerveja não tem nada de original e não é saudável), e sim essa pequena plantinha da amazônia que TODOS se apaixonam a primeira vista e só é encontrada por aqui.

O lugar do Brasil é no mundo, mas muito antes disso, o lugar do mundo é no Brasil. As oportunidades estão aqui. Todos sabem disso. Somente nós não sabemos.

Engana-se aquele que acredita que o mundo dos negócios caminha para um imperialismo de marcas e grandes empresas (se você acredita nisso vote no Sr. George W. Bush para sua reeleição em Novembro próximo). O Século Vinte e Um é o século do indivíduo, das empresas com líderes que tem rosto, que assinam suas correspondências, visitam clientes e atendem telefone. O consumidor não quer se parecer com o personagem da novela das oito e consumir o que o ator consome. Ele quer se parecer com ele mesmo, e viver sua própria personalidade. Engana-se quem acredita que é possível vender um produto do mesmo jeito em lugares diferentes só porque é o mais vendido por aqui.

Eu quero me relacionar com o Presidente de uma empresa e não com o seu CEO. Eu quero falar sobre o lucro da empresa e não sobre o seu EBIT. Eu quero entrar novamente em uma locadora de vídeo e ser servido por um Ser Humano e não por um colaborador treinado que diz “Bom dia!” como o manual da empresa diz, sem nem mesmo olhar na minha cara e sem nenhuma autenticidade.

Eu quero usar tênis inglês da Inglaterra, perfume francês da França, carro japonês do Japão, celular coreano da Corea, computador americano dos EUA, roupa italiana da Itália, vinho português de Portugal, comida espanhola da Espanha, tapetes árabes da Arábia Saudita, e tomar o meu guaraná brasileiro do meu Brasil.

No mundo globalizado só existe uma forma de um país não ficar para trás: SER ORIGINAL!

O lugar do mundo é no Brasil! Nada menos que isso interessa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004

Eu não tenho 30 anos!

“Mesmo nas situações mais difíceis ou cômodas, nunca cruze os braços. Lembre-se que um dos melhores seres humanos que já existiu morreu de braços abertos”. Autor desconhecido.

Querida Amiga (o),

Um amigo de um amigo meu pediu a ele a sua opinião sobre morar na cidade de São Paulo. Ele considerava a possibilidade de se mudar para a capital com a sua família, “Que tipo de pessoas moram em São Paulo?”, ele perguntou ao meu amigo, “Bom”, o meu amigo respondeu, “Que tipo de pessoas moram na cidade onde você mora?”, ele respondeu, “Pessoas preguiçosas, desanimadas e desonestas!”, o meu amigo respondeu, “Então é exatamente esse tipo de pessoas que você vai encontrar aqui”.

Alguns meses se passaram e outra pessoa que pensava em se mudar para São Paulo fez a mesma pergunta ao meu amigo, “Que tipo de pessoas moram em São Paulo?”, mais uma vez o meu amigo perguntou, “Que tipo de pessoas moram na cidade onde você mora?”, ele respondeu, “Pessoas gentis, honestas e que se importam com os outros”, meu amigo respondeu, “Então é exatamente esse tipo de pessoa que você vai encontrar aqui”.

Na semana passada eu recebi uma ligação de uma “profissional” que pedia a minha ajuda para mudar de emprego. Segundo ela, a empresa onde ela trabalha hoje não oferece desafios ou possibilidades de crescimento (ela adora desafios e possibilidades de crescimento). Na empresa em que ela trabalha hoje os produtos não vendem (ela é vendedora), os clientes não compram, a concorrência é acirrada, os problemas de comunicação com colegas de outros departamentos é imenso, e o chefe não reconhece o seu esforço. Segundo ela, não existem desafios no atual emprego, por isso ela está a procura de novos desafios.

Centenas de mulheres inocentes serão assassinadas esse ano por maridos ciumentos, acusadas de uma traição que nunca aconteceu, porque esses mesmos maridos acreditam e vêem em suas mulheres aquilo que na verdade eles são capazes de fazer.

Faz mais de vinte anos que eu não sei dizer a palavra Problema. Faz mais de vinte anos que eu não sei o que significa Dificuldade. Não que eu não os tenha, não que eu não passe pelas mesmas coisas que você passa, mas pelo simples fato de eu não saber vê-los dessa maneira.

O mundo pode não ser ainda aquilo que eu sonho, e a minha vida pode não ser ainda aquele sonho que eu vivo - não aos SEUS olhos -, porque aos MEUS olhos eles já são.

Eu não tenho trinta anos da minha vida para colocar em uma “carreira”, quando eu sei que durante a minha vida inteira será necessário trocar de carreira mais de uma vez. Como um jogador de futebol, que joga até os trinta anos de idade e depois precisa necessariamente mudar de carreira, ser comentarista, cronista, ter a sua escola de futebol etc. Ou como aquele bar perto da sua casa, que fecha de tempos em tempos, muda de direção, nome e decoração para começar tudo de novo com sucesso.

Por que com você seria diferente? Por que então trabalhar trinta anos ininterruptamente em uma empresa, e continuar a dizer aos amigos que você não usa todo o seu potencial, ou que você usa apenas 30% daquilo que você sabe, e que um um dia vai colocar tudo isso em prática?

Entenda uma coisa, quando você não usa o chamado potencial que você diz que tem, ele deixa de existir. Atrofia. Some. Desaparece. É eliminado e você se torna aquilo que você realmente faz todos os dias da sua vida.

Eu não tenho trinta anos para ser alguma coisa e aí então atingir um objetivo. Eu tenho 24 horas. O dia de hoje com cada um dos seus preciosos segundos para colocar em prática aquilo que eu sou. Porque no final do dia, se eu não voltar para casa, eu quero ter a certeza que eu mudei algumas coisas em vinte e quatro horas e não em trinta anos.

A gente se torna adulto muito tempo antes das pessoas acreditarem que nós já crescemos, e muito tempo depois da gente mesmo acreditar que nós já crescemos.

Não desperdice trinta anos. Não use apenas 30%. Veja as pessoas como você gostaria de ser visto. Nada menos que isso interessa.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2004

CHEGA DE TERCEIRIZAÇÃO!

"Acredite naqueles que buscam a verdade. Duvide daqueles que encontram". Autor desconhecido.

Querida Amiga (o),

Quando éramos crianças, jovens na escola ou na faculdade, era freqüente conversarmos sobre o significado da vida, da carreira, da família, das idéias, do amor, das coisas que aprendemos. Hoje, a discussão é sobre o número de clientes que possuímos, os preços que devemos sustentar, os impostos que devemos pagar, os concorrentes que devemos vencer. Nunca mais falamos sobre as coisas realmente importantes para nós. Nunca mais falamos sobre o significado das coisas que fazemos. Deixamos para alguém pensar e ler por nós. Terceirizamos o que é importante.

Quando você irá permitir renascer a mesa de botequim dentro da sua empresa, para assegurar que todos tenham um espaço para discutir sobre o significado do que fazem, para encontrar por si mesmo o caminho correto?

Quando saímos de férias para conhecer novos lugares, é comum retornarmos carregados de rolos de filmes de fotografias. Fotos que vão direto para o porta-retrato em cima da cômoda da sala, se juntar as outras fotografias tiradas em outros lugares "diferentes". Somos capazes de viver a nossa vida inteira em uma determinada cidade, sem nunca ter tirado uma única fotografia sequer da rua em que vivemos, do nosso bairro, da nossa praça, da nossa cidade. Terceirizamos os melhores lugares. O terceiro (outros lugares) é sempre melhor do que o primeiro (nossa casa). Desde quando a rua em que você mora é menos interessante do que Paris? Pense novamente. Leia novamente.

Quando você irá tirar uma fotografia da sua rua para mostrar para o seu neto como as coisas eram no seu tempo, e explicar a ele o trabalho que se sucedeu para tudo mudar para melhor?

Quando recebemos uma ligação de um cliente nosso, é comum sermos percebidos como muito aquém do que somos e podemos oferecer. Deixamos que os outros nos vejam como eles querem ver. Outros que não tiveram tempo, ou mesmo interesse, para entender com profundidade o quê somos. Terceirizamos o que podemos ser. Somos incapazes de mostrar tudo que somos.

Quando você irá assumir a responsabilidade de demonstrar aos outros o que você é e pode fazer? Faça isso, ou acostume-se a ser comparado aos outros.

Quando ficamos reféns de funcionários que não produzem, mas dão desculpas; que não seguem as diretrizes da empresa, mas suas próprias, e freqüentemente continuam em suas posições porque VOCÊ tem medo de solucionar o problema e causar um transtorno ainda maior. Terceirizamos a direção da nossa empresa. Somos incapazes de tomar as rédeas do que é certo fazer.

Quando você irá cortar aquele funcionário-jurássico que insiste em trabalhar para a ELE S.A. ao invés de trabalhar pela EQUIPE S.A.? ELIMINE! E veja o que acontece.

Quando tratamos colegas e fornecedores como objetos, que precisam obedecer regras, entregar coisas, cumprir prazos, entender o que precisa ser feito sem ter recebido muitas explicações, e resolver nossos problemas sem questionar. Terceirizamos assim amizades, relacionamentos, e o nosso próprio futuro.

Quando você irá parar de passar aos outros os seus problemas e começar a resolver os problemas dos outros?

Quando sentados em uma roda de familiares, nos sentimos importantes ao falar que trabalhamos para uma grande empresa, famosa, sólida, que é um dos "melhores lugares para se trabalhar", que tem o seu futuro determinado por alguém muito distante de nós (como a Parmalat). Terceirizamos assim o nosso próprio emprego, carreira e vida.

Quando você irá perceber que uma coisa é você ter um emprego e outra completamente diferente é você dar emprego a outras pessoas?

CHEGA DE TERCEIRIZAÇÃO! Chega de pedir para outras pessoas fazerem o que VOCÊ poderia fazer. Chega de contar com o CÉREBRO e ATITUDE de outras pessoas para decidir até onde você pode chegar.

CHEGA DE VALORIZAR O QUE VOCÊ NÃO TEM!!!

Você não precisa ter todas as respostas para as minhas perguntas, mas você precisa ter no seu coração, a CORAGEM de querer saber quais são as suas respostas. Se você não procurar isso agora, é capaz de quando você chegar no seu futuro, você culpar o seu passado.

CHEGA DE TERCEIRIZAÇÃO! Nada menos que isso interessa.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2003

O dinheiro de poucos com a energia de muitos pela prosperidade de todos.

"Amar os outros como você ama a si mesmo, é procurar ouvir como você gostaria de ser ouvido, e entender como você gostaria de ser entendido". Autor desconhecido.

Querida Amiga (o),

Nesse exato momento, na �frica, uma REVOLUÇÃO histórica irá mudar para sempre o futuro de milhões e milhões de Seres Humanos. Durante milhares de anos, desde os tempos antigos dos Faraós, o Egito se opôs a qualquer iniciativa que pudesse alterar ou impedir o fluxo das águas do Rio Nilo até as suas fronteiras.

O Rio Nilo com os seus sete mil quilômetros de extensão nasce na Etiópia - que fica há três mil quilômetros de distância do Cairo capital do Egito -, e ironicamente, nunca teve o direito de utilizar as águas do rio em seu proveito próprio. A Etiópia ficou conhecida em todo o mundo em 1984, quando mais de um milhão de etíopes morreram de fome naquele país por falta de alimentos, que faltaram em conseqüência das secas das suas plantações, que poderiam ter sido evitadas se a Etiópia pudesse usar o Rio Nilo para irrigar as suas plantações. Ainda hoje 5 milhões de pessoas vivem de ajuda comunitária na Etiópia.

Mas agora, os egípcios perceberam que o futuro do Egito depende do futuro da Etiópia, e que existe água suficiente para todos. Milhares de anos de egoísmo, medo, ignorância e hostilidade serão colocados de lado. Os governos do Egito e da Etiópia irão construir juntos quatro hidroelétricas que prometem produzir energia suficiente para alimentar 100% da população de ambos os países, irrigar nove milhões de acres de terra e ainda exportar energia para a Europa.

A melhor coisa que você pode fazer pela humanidade é questionar a autoridade, expor a hipocrisia, lutar pelo bem comum.

Eu procuro pelo Profissional Perfeito. Eu procuro pelo profissional que ao se sentar comigo para analisar o seu desempenho do mês que terminou, diria para mim, "Eu fiquei 25% abaixo da minha meta do mês, e eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não compreendi os problemas do meu cliente X, Y e Z. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não fiz o número de contatos suficientes todos os dias conforme EU havia prometido a mim mesmo. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não tenho conhecimentos técnicos suficientes sobre o produto e serviço da empresa para poder conquistar a confiança do meu cliente A,B e C. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não aprendi nada de novo sobre o mercado, o cliente e a empresa. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não ajudei de verdade os meus colegas, não trouxe novas idéias para a empresa, e por isso não recebi nada em troca. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque durante o mês inteiro, EU pensei apenas na minha meta, e não nos meus clientes".

Eu procuro pelo Empreendedor Perfeito. Eu procuro pelo empreendedor que ao se sentar comigo para analisar o desempenho da sua empresa, diria para mim, "Nós ficamos 25% abaixo da meta do mês, e eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não ajudei os meus profissionais a entender os problemas dos clientes X, Y e Z. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não dei uma direção clara aos meus profissionais, uma direção que todos pudessem compreender. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU tentei fazer os profissionais fazerem muitas coisas ao mesmo tempo, e não terminamos de fato nenhuma delas. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque EU não inspirei os meus profissionais a continuar a aprender coisas novas sobre o mercado, o cliente e a empresa. Eu ACREDITO que isso aconteceu porque durante o mês inteiro, EU pensei em mim mesmo, e não nos meus profissionais".

Eu ODEIO a palavra negociação!!! Eu AMO a palavra COMPREENSÃO. A palavra Negociação faz parte do vocabulário daqueles que acreditavam que o Século 20 deveria se parecer com o Século 19. No século 21, a palavra de ordem é COMPREENSÃO e NÃO TEM MAIS VOLTA! NÃO VAMOS RETROCEDER!

Ninguém precisa fazer nada sozinho. Ninguém pode fazer nada sozinho. Ninguém precisa saber tudo. Ninguém é melhor do que ninguém. NINGUÉM! Enquanto eu escrevo essas palavras, eu olho para a cadeira que eu estou sentado e imagino a incrível energia que alguém teve para construí-la. Eu não tenho a mínima idéia sobre como fazer uma cadeira. Onde eu sou fraco, alguém é forte. Onde eu sou forte, alguém é fraco.

Se você compreender isso, você começará a juntar forças, substituir fraquezas, conquistar aliados e montar a sua rede de Seres Humanos corajosos, transparentes, francos, íntegros, honestos e dispostos a se ajudar mutuamente e transformar o mundo em um lugar melhor para gerações que estão por vir.

E esse futuro, EU NÃO NEGOCIO COM NINGUÉM!

O dinheiro de poucos com a energia de muitos pela prosperidade de todos. NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!!!

sábado, 6 de dezembro de 2003

Eu quero conhecer o próximo Guga!

"Viva a vida como se você estivesse escalando uma montanha. Mantenha a lembrança do cume na sua mente, mas olhe para as MARAVILHOSAS paisagens que podem ser observadas a cada passo que você dá nessa subida. Escale a montanha lentamente, se divertindo com o que você tem, sem perder de vista a sua vida". Autor desconhecido.

Querida Amiga (o),

Ele veio de uma cidade chamada Florianópolis. Sul do Brasil. Ninguém o conhecia, mas todos ficaram surpresos quando naquele domingo de 1997 ele foi campeão de um dos torneios mais importantes do mundo, Roland Garros na França. O primeiro de dezoito títulos internacionais e contando. Aos 20 anos de idade, Guga entrou para a história como o primeiro brasileiro a ganhar um torneio de Grand Slam. Antes disso, ninguém nunca havia ouvido falar dele.

Quem conhecia o Guga antes de 1997?

Eu sempre adorei Tênis e me lembro de ter ouvido os "especialistas" do tênis brasileiro na época comentarem sobre a nova geração "equipada" e "treinada" que surgia nos clubes tradicionais, como Pinheiros, Paineiras, Flamengo, e nas cidades tradicionais, como São Paulo e Rio de Janeiro. Os "especialistas" acreditavam, como sempre acreditam, que o próximo campeão virá das ótimas escolas e dos melhores lugares.

Nunca é assim.

Enquanto os "especialistas" olhavam para o lugar mais fácil, eles perderam a chance de contar a história da ascensão de um garoto que se fez sozinho. Sem ajuda da mídia, sem ajuda dos especialistas.

Enquanto a mídia e os especialistas faziam eu engolir o segundo time de pessoas "treinadas", o verdadeiro campeão estava em outro lugar, a espera daqueles que sabem enxergar, e não apenas ver; daqueles que sabem escutar, e não apenas ouvir.

Você quer saber qual foi o segredo que levou Guga a vencer em Roland Garros quando ninguém o conhecia? Quando ninguém ainda o apoiava?

Ninguém uma virgula. Os verdadeiros especialistas, aqueles que realmente interessavam e faziam a diferença para ele, já o conheciam. Visite o web site do Guga e você vai descobrir.

Você vai descobrir que o nome que o Guga dá para Preparação é Família; para Quadra de Tênis é Florianópolis; para Concorrentes é �dolos; para Treinador é Amigo; para Ambição é Sonho; para Fama é Humanidade.

O Guga ainda tem muito por fazer, mas a sua simplicidade, e paixão pela vida, amigos, família e tênis não mudou em nada depois da "riqueza" que ele conquistou. O pós-fama trouxe apenas recursos para ele retribuir tudo que ele recebeu da cidade onde nasceu.

A próxima edição do programa Big Brother da televisão plim-plim está chegando. DE NOVO!!!

NÃO ACREDITE! NÃO ACREDITE! NÃO ACREDITE! Que o que importa na vida é ficar sentando 90 dias ao lado de uma piscina, SEM TRABALHAR, se exibindo para os outros, SEM FAZER NADA, cultuando a si mesmo, SEM AJUDAR NINGUÉM, e ainda ganhar R$ 500 mil reais por isso.

NÃO ACREDITE NISSO! NÃO ACREDITE NISSO!

Não acredite que esse culto a preguiça, ao egocentrismo, a mediocridade, a falsidade, a eliminação de pessoas, a intrigas, ao jogo e a sorte, é o que importa.

NÃO ACREDITE NISSO!

A vida é muito mais do que isso. MUDE DE CANAL!

Não é daí que sairá o próximo Guga.

Quando eu vejo pessoas que chegam ao seu trabalho as 8:15h quando deveriam chegar as 8:00 h, e que estão preparadas para deixar o seu trabalho as 17:45 h quando deveriam sair no mínimo as 18:00h, eu vejo o próximo participante de um Big Brother.

O próximo Guga vai sair daquele bairro que você não imagina, daquela praia que você não dá valor, daquela comunidade que você não sabe nem onde fica, daquele canal que você não assiste.

O próximo Guga é o faxineiro daquele famoso hospital, que quando perguntado sobre qual é o verdadeiro sentido do seu trabalho, ele respondeu, "Ajudar o Dr. Ribeiro a salvar vidas".

O próximo Guga são TODAS as pessoas que possuem um trabalho e se esforçam TODOS OS DIAS para mantê-lo VIVO. Pessoas que talvez ainda não ganhem R$ 500 mil reais por mês, mas daquilo que ganham, conseguem ainda sustentar suas famílias, educar os seus filhos, construir suas casas.

Eu tenho 33 anos. Não nasci em berço de ouro. Mas já conheço todos os países que todos gostariam de conhecer na vida. Casei com a mulher que todos gostariam de casar. Moro no bairro onde todos gostariam de morar. Tenho a família que todos gostariam de ter. Falo os idiomas que todos gostariam de falar. Trabalhei nas empresas que todos gostariam de trabalhar. Me formei nas faculdades que todos gostariam de estudar.

E ainda vou conquistar muito mais.

Porque eu SEMPRE - TODOS OS DIAS - SEM EXCEÇÃO, acreditei e SEMPRE vou acreditar que a vida não é sobre Big Brothers & Egocentrismos, mas sobre Gugas & Pessoas Simples, que com o poder de suas vidas, do seu trabalho humilde de cada dia, já perceberam a capacidade que possuem de mudar o mundo ao seu redor para sempre.

NUNCA duvide do seu poder de ser um Guga! Mesmo que você nunca chegue a ser conhecido por um grande número de pessoas, ou reconhecido pela televisão plim-plim, se importe em FAZER A DIFERENÇA para aqueles que te cercam. Se você fizer isso, somente isso, considere-se um Guga.

Eu quero conhecer o próximo Guga! E eu sei que ele existe, que você conhece, e que ele está bem próximo de nós.

MUDE DE CANAL! Nada menos que isso interessa.