segunda-feira, 6 de outubro de 2003

CONHECENDO OUTRAS RELIGIÕES II

Como vivemos em um mundo caótico e louco e neste exato momento judeus e palestinos se degladiam até a morte achei justo colocar alguns dado sobre o islamismo e mostrar quão parecidas são as religiões (inclue-se o cristianismo) e afirmar que realmente é diferente são os seres humanos, difusos e loucos (naturalmente com raras exceções).

Portanto, vamos a um pouco de Islamismo;

O Significado do Islam

Todas as religiões do mundo tomaram o nome do seu fundador ou da comunidade e nação na qual essa religião surgiu. Por exemplo, o Cristianismo foi buscar a sua denominação ao Profeta Jesus Cristo (que a Paz esteja com ele), o Budismo ao Seu fundador, Glautama Buda, o Zoroastrianismo ao seu fundador Zoroastro, e o Judaísmo, a religião dos Judeus, do nome da tribo de Judá (do país da Judéia), onde nasceu.

Semelhante é o caso de outras religiões, mas tal não aconteceu com o Islam, esta religião goza da peculiaridade de não ter qualquer associação com uma determinada pessoa ou povo. A palavra Islam não transporta em si qualquer relação, porque não pertence a uma pessoa, a um povo, ou a um país em especial.

Nem é o produto de uma mente humana, nem está confinada a uma determinada comunidade, é uma religião universal e o seu objetivo é criar e cultivar no homem a qualidade e comportamento do Islam. A isto impõe-se automaticamente a questão: o que significa Islam? E quem é o Muçulmano?

O Islam e o Muçulmano

O Islam é uma palavra árabe e implica submissão, entrega e obediência voluntária, o Islam significa completa submissão voluntária a Deus, outro significado literal da palavra Islam é Paz, e isto significa que só se pode encontrar a paz física e mental através da submissão e obediência voluntária a Deus o Altíssimo, tal vida e obediência traz paz ao coração e estabelece a verdadeira paz na sociedade em geral.

Todos podem observar que o universo onde vivemos é um universo normal, há uma ordem e uma lei entre as unidades que constituem este universo. A cada coisa está cedido um lugar num grande esquema, a qual trabalha de um modo magnífico e soberbo,o sol, a lua, as estrelas e todos os corpos celestes estão unidos entre si em um sistema esplêndido.

Seguem uma lei inalterável e não sofrem o mais pequeno desvio do seu curso ordenado, a Terra gira sobre o seu próprio eixo e no seu percurso à volta do Sol segue escrupulosamente o caminho para ela determinada.

Do mesmo modo, tudo no mundo, desde o pequeno elétron até a enorme nebulosa, seguem invariavelmente a sua própria lei. A matéria, a energia e a vida todas elas obedecem às suas leis e crescem, transformam-se, vivem e morrem de acordo com essas leis.

Mesmo no mundo humano as leis da natureza são bastante claras, o nascimento, o crescimento e vida do homem são todos regulados por um conjunto de leis biológicas. Em resumo, é um universo governado por leis prescritas e tudo nele segue seu curso que lhe foi ordenado.

Está lei poderosa que penetra e governa tudo o que constitui o universo, é a lei de Deus, o Criador e Regente do Universo. Muçulmano é todo aquele que se submete a Deus. de livre e espontânea vontade, um Muçulmano vive em paz e harmonia com toda a criação, por conseguinte, um Muçulmano é a pessoa que em qualquer parte do mundo faça com que toda a sua obediência, dedicação, e lealdade sejam exclusivamente para Deus o Senhor do Universo.

CONHECENDO OUTRAS RELIGIÕES

Nesses tempos de globalização, os fundamentos das diferentes religiões do mundo vêm interessando a pessoas de diferentes credos, idade, sexo e classe social. E cada vez mais entender universos culturais diferentes é o melhor meio de exercitar a tolerância e a compreensão. Nosso convite é para você conhecer melhor estes dois momentos fundamentais na vida dos judeus: Rosh Hashaná e Yom Kipur.

Entenda o Rosh Hashaná
Adão e Eva, os primeiros habitantes humanos da face da Terra, foram criados à imagem e semelhança de Deus em Tishrei, o sétimo mês do calendário judaico. O que se celebra em Rosh Hashaná é justamente esse momento em que Deus criou os homens. Ao mesmo tempo, é a celebração da renovação da vida, o Ano Novo judeu. Também é conhecida como Yom Hazicaron (Dia da Memória), quando todas as criaturas são julgadas pelo Criador, de acordo com suas ações e méritos. Por isso, também é um dia de oração e meditação. Cada mês do calendário judaico (que é, ao mesmo tempo, solar e lunar, enquanto o nosso é apenas solar) tem seu signo no zodíaco (mazal, em hebraico). O mazal do mês de Tishrei é a Balança. Este é o símbolo do Dia do Julgamento (Yom HaDin), quando Deus pesa as boas e as más ações do ser humano. Deus, o Supremo Juiz do Universo, é bondoso e misericordioso. Seu propósito não é punir. Ele apenas quer que sigamos as leis e regulamentos que criou para o nosso próprio bem. Rosh Hashaná é definido no seguinte verso bíblico: "No sétimo mês, no primeiro dia do mês, será um descanso solene para vocês, uma comemoração proclamada com o toque do shofar (instrumento feito de chifre de carneiro), uma convocação santa..."

Atitudes e intenções
Durante o mês de Elul, que antecede a sagrada festa de Rosh Hashaná, os judeus devem tomar a resoluta determinação de reparar qualquer mal ou hábito descuidado do passado. Um sentimento de poder recomeçar a vida como uma criança, sem máculas no coração, contagia o verdadeiro judeu arrependido, como se fosse possível remover dele um pesado fardo. Suas orações vêm de uma genuína vontade de retornar ao Criador, pedindo por um doce e bom Ano Novo. Em Rosh Hashaná busca-se a introspecção, o recolhimento e a capacidade de autocrítica. Cada judeu costuma se entregar à meditação, procurando identificar suas responsabilidades e se posicionar diante do processo da vida. É preciso fortalecer a consciência ética, rever a conduta e, mais do que nunca, renovar e celebrar os laços solidários entre os seres humanos. É um tempo em que o homem enfrenta não somente o julgamento divino, mas também o seu próprio.

Costumes de Rosh Hashaná
Alegoricamente, os livros da Vida e da Morte abrem-se em Rosh Hashaná e se fecham em Yom Kipur, representando o destino físico e espiritual de cada indivíduo. Durante os preparativos desta data, o trabalho na sinagoga é mais extenso, variado e solene que em outras ocasiões. As atividades incluem orações e leituras do Talmud, da Torah, de poemas litúrgicos e o toque do Shofar, tradicional instrumento israelita feito de chifre de carneiro. Este instrumento lembra os momentos em que o grande patriarca Abraão estava disposto a sacrificar seu filho Isaac para cumprir a vontade divina. O Senhor, revelando toda sua piedade, permitiu que um carneiro fosse sacrificado no lugar de Isaac. Essa atitude simboliza a compaixão de Deus por todos os homens. O som do Shofar e o que ele representa transformaram-se com o passar do tempo no momento mais importante dos dias de Rosh Hashaná. "Leshaná Tová Ticatevu Vetichatemu", algo como que você tenha seu nome inscrito no Livro da Vida para mais um ano e "Tizku Leshanim Rabot", que você mereça muitos anos são saudações que devem ser feitas. O

Kitel
Roupa branca que alguns costumam usar em Rosh Hashaná, representa o ideal de pureza a ser alcançado. No século 20 foi desenvolvido o costume de enviar aos familiares e amigos cartões e saudações para o ano novo, com motivos e símbolos tradicionais. Outro costume que vem sendo muito difundido é o de molhar um pedaço de pão ou maçã no mel, simbolizando o desejo de um ano doce e alegre, assim como comer vegetais e frutas férteis de rápido crescimento, aspirando por tempos bons e justos.

Sobre o Yom Kipur
Dez dias separam o Rosh Hashaná do Yom Kipur, o Dia do Perdão. Este é o dia em que todas as resoluções baseadas em profundas reflexões e arrependimentos serão seladas no plano divino, daí a importância delas serem tomadas, durante o Rosh Hashaná, com toda a franqueza do coração. Este é o dia no qual o destino é selado para o ano todo. Nesses dez dias, os judeus têm a oportunidade de se desculparem pelos maus atos cometidos. O pedido de desculpa deve ser feito diretamente à pessoa que sofreu a injustiça. Quando um ato de perdão é realizado, um profundo sentimento de amizade e amor anula o efeito de qualquer mal que tenha sido feito.

O amor divino é eterno e incondicional. Mesmo quando transgredimos a vontade de Deus, nossa essência, a alma, permanece divina e pura. É o único dia do ano em que Deus revela mais claramente que nossa essência e a Sua são uma só. Com relação à alma, o povo judeu é todo igual e indivisível. Sempre que se demonstra a união essencial, agindo com amor e amizade, mais o amor de Deus será revelado. Yom Kipur é considerado, hoje, o dia mais solene do ciclo festivo anual. Um dia dedicado à limpeza e recuperação da pureza espiritual. O ato de distinção do dia da expiação é o jejum, o único não protelado, quando Yom Kipur coincide com o Shabat. Esse jejum inclui a abstinência de alimentos, bebidas e a realização de certos atos que reflitam comodidade ou prazer físico. É um dia modelo, símbolo do triunfo da vontade superior sobre os impulsos inferiores.

Costumes de Yom Kipur
O ofício da sinagoga em Yom Kipur é o mais extenso de todos. Sua liturgia é muito rica e variada, com grande número de orações e leituras de poemas alusivos. O Kitel (roupa branca) é usado na sinagoga, e a Arca Sagrada e o púlpito também são cobertos de branco. Essa cor representa a pureza. Ao final do Yom Kipur, logo após a ceia que encerra o jejum, os judeus mais ortodoxos costumam se preparar para as festividades de Sucot (www.eifo.com.br/festsuc3.html)

O Shofar também é tocado ao final de Yom Kipur. O seu som anuncia a vitória sobre os nossos pecados e tentações. Relembra também que, ao término do jejum de Yom Kipur, uma Voz Celestial proclama: "Vão e comam o pão com alegria, pois Deus aceitou suas preces e os perdoou".

Para conhecer a culinária judaica,clique aqui.

domingo, 5 de outubro de 2003

O governo virtual do presidente

Amigos: reproduzo aqui o Editorial do Jornal O Estado de SP, que acho muito oportuno e nos remete a uma reflexão de importância ímpar:

Começa a adquirir proporções inquietantes o contraste entre o governo que o presidente Lula exibe aos brasileiros e o governo que efetivamente os brasileiros têm. A discrepância entre o radioso governo virtual das falas presidenciais e o menos do que satisfatório governo da realidade chegou a um nível sem precedentes na entrevista de Lula a emissoras de rádio do País, na quinta-feira. De fato, na hora e meia em que respondeu a 18 perguntas de jornalistas, o presidente traçou um quadro mais exageradamente róseo de sua atuação do que em qualquer outra oportunidade, alargando o fosso perceptível a olho nu que separa fatos e ficções do desempenho da administração federal.

A mais recente prova dessa percepção está nos números da última pesquisa sobre a avaliação do governo e do presidente. Segundo o levantamento, aumentou de 13% para 24% a desaprovação ao trabalho da equipe de Lula, enquanto a aprovação caiu de 75% para 69%. Mesmo a confiança no presidente caiu de 80%, em março, para 70%, em setembro. É ainda uma taxa que muitos líderes nacionais devem invejar - e é nesse patrimônio de prestígio pessoal que Lula parece amparar-se cada vez mais para contrabalançar o desgaste da imagem de seu governo. Daí, decerto, o otimismo rasgado que ele se esforçou por transmitir na entrevista ao meio de comunicação que mais alcança as classes pobres e o uso recorrente de metáforas e expressões populares.

A fórmula perderá efeito se a vida real insistir em não respaldar os elogios do presidente ao seu governo. Além disso, já soam menos convincentes os apelos à paciência do público. Por exemplo, os brasileiros se cansaram de ouvir a metáfora da gestação: seria injusto demandar grandes realizações a curto prazo de um governo que precisa de tempo para dizer a que veio, como uma criança que leva nove meses para nascer. Agora que o período se cumpriu, Lula tratou de encontrar uma nova saída - transparentemente ladina - para conter a frustração das expectativas. "Eu ontem completei nove meses de governo", lembrou aos radialistas. "Então, um governo, no seu primeiro mandato, com nove meses, é uma coisa tão incipiente que ninguém pode cobrar nenhum milagre."

O que não o impediu de considerar o Fome Zero "um sucesso absoluto", citando as mudanças ocorridas na indigente Guariba - "pela primeira vez a cidade tem um instituto de beleza" -, apenas um dos 1.227 municípios que o programa pretende atender. Lula escondeu dos ouvintes o que até as pedras de Brasília estão fartas de saber - o seu desapontamento com a inação e os tropeços dos ministérios da área social, sem excluir o da Segurança Alimentar e Combate à Fome. Em matéria de educação, saúde, promoção social, o Planalto só coleciona dores de cabeça - a exemplo dos queixumes do ministro Cristovam Buarque, da colisão pública com o ministro Humberto Costa sobre o Estatuto do Idoso e da viagem "a serviço" da ministra Benedita da Silva a Buenos Aires para um evento religioso. E a unificação dos programas sociais sofre sucessivos atrasos.

Mais grave foi Lula se vangloriar de o seu governo ter dado "uma trucada" nos países ricos, na recente reunião da Organização Mundial do Comércio, em Cancún. A referência ao jogo de cartas em que o blefe é essencial sugere que o presidente não está se dando conta de que, tendo um dos jogadores capital suficiente para "pagar para ver", sempre que desejar, o blefe sairá pela culatra. É rigorosamente o que já se desenha numa área crítica para o País - a do comércio exterior - em razão da política de confronto desabrido com os Estados Unidos no caso Alca. O governo se comporta como o comandante que ordena um ataque frontal a um inimigo muito mais bem equipado, que dizimará as suas tropas, como se essa fosse a única tática possível.

E vem o presidente, por fim, dizer às rádios que "acabou o tempo das vacas magras". É verdade que a realista política econômica do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, resgatou os indicadores financeiros do abismo em que foram lançados no ano passado pelo temor do que seria um Brasil governado pelo PT.

Mas como falar em fim das vacas magras quando acaba de ser noticiado que nunca foi tão baixo o investimento produtivo brasileiro? Ou quando o Planalto se vê obrigado a sepultar oficialmente a sua reforma tributária?

Está para nascer o governante que, falando ao seu povo, deixará de passar uma mensagem positiva de seu governo. Mas, quando essa mensagem carece de base factual, não há carisma que baste.


Fonte: http://www.estado.com.br/editorias/03/10/05/editoriais001.html

Quem se habilita...

Amigos, o blog REFLEXÃO nasceu... quem vai inaugurá-lo???