terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Quadrinhas

Exemplos de trovas famosas entre os alunos da Faculdade de Direito do Largo São Francisco que podem se tornar patrimônio imaterial de São Paulo:
  • Orgulho
Onde é que mora a amizade,
Onde é que mora a alegria?
No Largo São Francisco,
Na velha Academia.
O tempo que vai passando,
Não passa na faculdade
Aqui sempre nos sentimos
Com vinte anos de idade.
  • Paquera
Não sei se é fato ou se é fita,
Não sei se é fita ou se é fato
O fato é que ela me fita,
Me fita mesmo de fato.

  • Romantismo
Mal sabes tu que desprezas
Os olhos com que te sigo
Que meus oolhares são rezas,
Ditas baixinho, comigo.

  • Professores
Estava domingo na praia
Comendo amendoim
Chegou o Ataliba e disse:
"O Estado é o meio e não fim"

"Homenagem" a José Carlos de Ataliba Nogueira (1901-1983), professor da São Francisco e autos de O Estado é meio e não fim
  • Famosos
Se o elefante voasse,
Seria o rei dos insetos
Mas como o elefante não voa
Não é o reio dos insetos

Atribuída ao ex-presidente Jânio Quadros (1917-1992)
  • Pindura
Garçom, tira a conta da mesa,
Põe um sorriso no rosto
Seria muita avareza
Cobrar do XI de Agosto


"Aplicada" pelos integrantes do Centro Acadêmico para pendurar a conta no restaurante no 11 de agosto, o célebre Dia do Pindura
  • Provocação
Que faculdade é essa
"Mal" e sem compostura.
Em vez de ensinar Direito
Ensina corte e costura

"Dedicada" aos estudantes da faculdade rival Mackenzie
  • Divertida
O homem é mesmo o diabo
Não há mulher que o negue
Mas todas elas procuram
Um diabo que as carregue



Fonte: Departamento do Patrimônio Histório da Prefeitura de São Paulo
Publicado no Jornal "O Estado de São Paulo"

sábado, 12 de janeiro de 2008

Era uma vez uma TV...

O último "traço" de cultura na TV Globo foi exterminado. Ao anunciar que o Globo Repórter dará lugar o Big Brother nos próximos meses, a Rede Globo conseguiu sepultar mais um programa que se aproximava de algo culturalmente aceitável. A mediocridade está sendo coroada, e os telespectadores estão sendo presenteados com o oscar da futilidade. Já não bastam novelas cheias de péssimos exemplos e o culto à banalidade. Resta ao tele-espectador desligar a TV e ressuscitar o velho e bom hábito da leitura de bons livros: certamente só trará benefícios para sua cultura e bons exemplos para seus filhos.


Carta publicada na Folha de Londrina - edição de 13/02/2008 - página 02
http://www.bonde.com.br/folha/folhad.php?id=12162LINKCHMdt=20080113

A educação do prazer: desde a infância?

  • *Por João Malheiro *
Ao depararmos nos noticiários com jovens de classe média abastados que agem de forma cruel e infra-humana, matando, por exemplo, pessoas da sua própria família, ou com pais que jogam o próprio filho recém-nascido no pára-brisa de um carro por raiva, é cada vez mais comum nos perguntarmos: o que é que está acontecendo com a sociedade? Como é possível que um ser humano possa chegar a semelhantes níveis de violência e insensibilidade? O que leva essas pessoas a perder totalmente a racionalidade e a transformarem-se em verdadeiros “bichos do mato”?

Há diversas possíveis respostas para estas indagações – sejam de índole médico-psiquiátrica, sociológica, filosófica, religiosa etc. – e, portanto, haveria que se pesquisar caso por caso para evitar generalizações perigosas e superficiais. Mas acredito que em todas elas se pode apurar que um grande parte da culpa recai na deficiência, desde a infância, da educação do prazer. Uma deficiência que foi crescendo, desde os anos 70, paulatinamente, década por década, mas que, atualmente – qualquer pai e educador percebe claramente –, vem chegando a níveis bastante preocupantes.

Qualquer pai, educador ou psicólogo sabe por experiência que a dificílima tarefa de educar consiste justamente em ir fortalecendo, ano após ano, passo a passo, num grande exercício de paciência, a inteligência e a vontade do “pimpolho” de modo que consiga que toda a sua carga afetiva-sentimental, instintiva-passional e os seus sentidos-gostos sejam moderados e direcionados para as grandes metas da vida. Antes da inversão da “chave” (de “<” para “>”), qualquer criança viverá sob o domínio do prazer sensível e identificará felicidade com prazer, o que é um dos maiores enganos deste início de século. Se perguntarmos a um adolescente o que o torna feliz ou o que ele identifica como felicidade, descobrirá que para uns será dormir bastante e a qualquer hora, comer o que lhe der na telha e nas melhores praças de alimentação, divertir-se com os mais diversos recursos audiovisuais que a indústria eletrônica oferece para todos os gostos, viajar bastante nos feriados, ir às festas mais badaladas da noite: enfim, as alegrias materiais, fugazes, rápidas, que não deixam muita coisa no “ser” e que, apesar de serem elementos importantes para a felicidade, não são nem de longe o mais importante.

BUSCAR O PRAZER E EVITAR A DOR

Em outros casos, detectaremos que o jovem adolescente identificará a felicidade com “fazer o que se gosta e fugir do que custa”: é a dinâmica própria da velha doença dos sentimentos desvairados que se chama sentimentalismo. Todo mundo quer e gosta de se sentir bem. O problema não é esse. O problema está em parar nisso: em colocar o fim da vida nisso, pois como será possível alcançar os ideais altos que todo ser humano normal anseia, ou conseguir almejar uma capacidade séria e forte de compromisso, somente sentindo-se bem na vida?

Por fim, outros ainda alegarão que felicidade é ficarem na sua “bolha”: o quartinho, a caminha, a mesinha, com ar condicionado, frigobar, computador-TV-videogame-DVD, cachorrinho, livres dos perigos da vida... Quantas mães são as próprias criadoras destas “bolhas”, que não passam de “câmaras” de infra-filhos, os quais irão crescer sem anticorpos para vencer as dificuldades da vida!

Podemos observar, portanto, que toda a criança, nos primeiros anos da sua vida, é “naturalmente” egoísta e tremendamente hedonista (prazer pelo prazer, sem porquês, sem medidas, sem limites). Como se já não bastasse toda esta força negativa da própria natureza humana da criança, vem-se somando, desde os anos 70, uma outra carga negativa que é a força do meio em que toda criança vive. É já lugar-comum afirmar a força que exercem hoje os meios de comunicação – TV, outdoors, internet, filmes, músicas – nas escolhas dos jovens e adolescentes.

A PRIMAZIA DOS SENTIMENTOS

Se fizéssemos uma exploração histórico-filosófica – aqui daremos somente umas breves pinceladas – desde a Idade Média até ao início do século XX, perceberíamos com muita facilidade que os domínios da inteligência e da vontade sempre se foram revezando na primazia: em algumas épocas, o grande “valor” social eram as conquistas e as guerras; em outras, as grandes descobertas; ora o heroísmo do além-mar, ora o mundo das idéias. Nem a inteligência nem a vontade nunca se deixaram perder ou rebaixar pelo mundo dos sentimentos e dos afetos. No início do século passado, influenciados tanto por alguns filósofos que, reagindo a tanto racionalismo e cientificismo humano, “lançaram no mercado” a supremacia dos sentimentos, como por um rápido desenvolvimento tecnológico, que oferece ao mundo conforto e prazer jamais imaginados pelos nossos antepassados, a sociedade se “vendeu” ao prazer.

Durante todos estes anos, semelhante idolatria foi crescendo e ganhando espaço e hoje – com a revolução tecnológica que permitiu a globalização –, parece que estamos chegando perto do seu ápice. O fato é que esta força social é a grande motivação de muitos pais para trabalharem doze horas por dia e se matarem irracionalmente para ganhar muito dinheiro que permita, primeiro, “ter” para curtir a vida e mostrar aos outros que “têm”; e, depois, oferecer aos filhos aquilo que a sociedade diz ser felicidade. Esta é a grande responsável de que os pais poupem sofrimento aos filhos, custe o que custar, em vez de lhes ensinar – aos pouquinhos – como enfrentar o sofrimento e dar-lhes um sentido na hora da dor. É ela que vem induzindo o adolescente a fazer de tudo para se “sentir” feliz de forma errada e nociva.

O que acontece quando a força negativa da natureza da criança se soma a essa força social? Qualquer pai ou mãe que analise em profundidade as conseqüências nocivas que essa resultante de forças cria, só pode e deve ficar bastante preocupado. Perceberá que muitas delas se identificarão com algumas das “chagas” sociais que tanto se comentam nas reportagens dos jornais e, quiçá, se encontram na sua própria família.

CONSEQÜÊNCIAS DO PRAZER COMO FINALIDADE

Uma criança que identifique felicidade com prazer facilmente se tornará consumista e materialista: só se “sentirá feliz” se puder ir ao shopping todos os fins de semana e comprar a vigésima calça para a festa da amiguinha; terá vergonha de ir ao colégio se o pai não tiver o carro do ano; fará de tudo, se precisar, para conseguir ter mais dinheiro.

Uma criança que é educada na dinâmica do sentimentalismo – fazer só o que gosta e fugir de tudo o que custa – será, em primeiro lugar, uma pessoa fraca de vontade: não terá capacidade de alcançar os ideais altos que exigem muita garra e fortaleza e será um inconstante infeliz; não conseguindo conquistar esses ideais e sendo “discriminado” pela vida, com muita probabilidade tornar-se-á uma pessoa depressiva – já chamam a depressão de “doença do século XXI”! – e imatura, porque não consegue vaga na faculdade, no mercado de trabalho, não é feliz no namoro, não tem alegria na vida. Para quem se encontra num estado interior assim, passar para a violência requer apenas um pulinho. A violência da classe média é, na maioria das vezes, reflexo da sua própria fraqueza, construída normalmente com as facilidades e mimos dos familiares.

Por outro lado, uma pessoa fraca, depressiva e violenta – queira ou não queira –tornar-se-á uma pessoa solitária, sem amigos e sem amores. Fica fácil entender agora por que muitos jovens hoje se escondem – se alienam, se refugiam – nas drogas e nas mais diversas modalidades do sexo? Por que parecem “bichos do mato”?

Por mais alarmistas que possam parecer estas considerações, é uma pena ter de reconhecer que se trata de uma realidade muito próxima. Em todos os exemplos anteriores, como consultor educacional e com experiência de mais de 20 anos na área educacional, poderia citar nomes e sobrenomes de inúmeros casos iguais ou semelhantes.

MOSTRAR ONDE ESTÁ A FELICIDADE

É necessário e urgente investirmos pesado na educação dos nossos jovens. É preciso mostrar-lhes que a felicidade não está no prazer desvairado e irracional, mas no prazer certo, no lugar certo, na medida certa e com a finalidade certa. Que para isso é preciso aprender, desde cedo, a dizer “não” a muitos desejos e impulsos. Que quando são bem explicados, os porquês dos “não” não só não traumatizam – como já se disse muito por aí – mas libertam, e no fundo estão dizendo “sim” à verdadeira felicidade, à verdadeira realização, aos verdadeiros amores. Que não é muito inteligente buscar um prazer imediato, irrefletido e animal, que conduza depois a tanta tristeza e depressão, que duram, às vezes, por períodos longos ou até a vida toda.

Está na hora de investir intensamente nas alegrias da inteligência, dos valores humanos, da descoberta do sentido da vida, da cultura, das convicções firmes. Como também chegou o momento de resgatar o papel fundamental que tem, no equilíbrio das paixões e na harmonia dos sentimentos, a conquista da vontade, do amor real e da verdadeira amizade. Somente assim será possível darmos às nossas crianças capacidade de enfrentar e superar toda a pressão interna e externa que sofrem todos os dias; e dar-lhes a possibilidade de vislumbrar horizontes mais humanos.

**João Malheiro

***Formado em Administração de Empresas pela Universidade de São Paulo (1984) e mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003), com ênfase em Projeto Político Pedagógico. Atualmente é doutorando em Educação pela UFRJ, aprofundando no tema da falta de motivação no ensino-aprendizagem e como ela pode se relacionar com a vivência e o ensino da Ética.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

The Secret é um lixo


"Saudações meus amigos! Você quer ser tão feliz quanto eu? Você tem o poder dentro de você agora mesmo para conseguir isso, use-o! Envie R$ 1,00 para o "Programa Eu sou feliz", Evergreen Terrace, Springfield. Não se atrase; a felicidade eterna está apenas hum real de você.",

Homer Simpson.


Querida(o) Amiga(o),
O grande segredo é que você nasceu com super poderes para conseguir o que quiser. Basta querer. Basta acreditar. Basta mentalizar. Você pode tudo. "We are the champion, my friend". Você pode tirar nota 10 em todas as matérias da escola, basta pensar nisso. Você pode conquistar todas as garotas do pedaço, das loiras até as orientais, basta se concentrar nelas. Você pode atrair todos os clientes que desejar, basta focar o seu pensamento nos caras.


The Secret, o livro, o dvd, o cd, a palestra, a camiseta e todas as drogas derivadas dessa porcaria é uma das piores baboseiras que surgiram no pedaço nos últimos tempos. Lixo da pior espécie. Circo e pão para as massas! Saída fácil para os preguiçosos! Você quer saber o The Secret para emagrecer? Pare de comer pão antes de dormir. Se você quer ganhar uma bicicleta, economize a sua mesada. Se você quer um emprego melhor, pare de reclamar da vida, e trabalhe dobrado hoje.


The Secret é uma ofensa em vários aspectos.


1o. Você é culpado pelas coisas ruins que acontecem com você. Insulto a todos os doentes e injustiçados do planeta! Será que os seis milhões de judeus assassinados durante a segunda grande guerra atraíram a maluquice do hitler porque tinham pensamentos negativos? Será que as crianças que morrem na África todos os dias sofrem de mau humor? Será que os cidadãos vítimas de bala perdida pensavam em morte quando foram alvejados? Será que os portadores de HIV pensavam em doenças quando foram vitimados?


2o. O negócio é ser rico. Afinal, The Secret é sobre o quê? Melhorar o mundo? Compaixão? Inovação? Cidadania? The Secret é sobre ficar rico. E para isso, segundo The Secret, você tem que ter coisas. Que coisas? Um carro novo, uma casa nova, uma roupa nova, um computador novo, um corpo novo etc etc etc.


Lixo, lixo, lixo!


O segredo é justamente aprender que você já tem o suficiente. Felicidade é sobre usar a adversidade da tua vida para criar algo fantástico para você e outras pessoas. A história de Rodolfo Nagai, e sua Assai Atacadista é um exemplo disso. Comprada recentemente pelo grupo Pão de Açúcar por 208 milhões de reais, a Assai cresceu atendendo os dogueiros, pasteleiros e pequenas pizzarias, um público abandonado pelos grandes atacadistas. "Os pequenos comerciantes não tinham tempo de comprar, e eu resolvi ajudá-los", diz Nagai. "Quando me dei conta, estava atendendo dezenas de pequenos comerciantes." Pare de sofrer ao tentar ser o que você não é. O segredo é encontrar significado na tua vidinha atual, e não desejar ser algo que você não é ou não pode ser agora.


3o. Você pode ser tudo, basta acreditar. Não, você não pode!!! Bobeira! Se você é bom em história deve ser terrível em matemática e vice-versa. Se você é bom em finanças, deve ser terrível em marketing e vice-versa.
Você não é bom em tudo e nem deve ser. Se você colocar dez pessoas em uma sala de aula para aprender uma matéria nova seja ela qual for, no final do dia duas pessoas serão crânios no assunto, cinco serão medianas, três serão terríveis, mesmo recebendo o mesmo treinamento na mesma hora do mesmo professor. Se acreditar fosse o suficiente para ser excelente em alguma coisa, 70% das pequenas empresas não quebrariam antes de completar cinco anos de idade. Ou você acha que os empresários que quebraram não têm suficiente pensamento positivo? Para ser dono do seu próprio negócio é preciso praticar alguns princípios, e não apenas acreditar neles. 9 em cada 10 brasileiros querem ser donos do seu próprio negócio. Infelizmente, ser dono do seu próprio negócio não é uma profissão para qualquer um. Algumas pessoas simplesmente não têm condição para serem empresários, e isso não quer dizer que alguém seja melhor do que alguém por causa disso. Como empresário você precisa trabalhar três vezes mais do que um funcionário tradicional. Esqueça as horas extras com a família. Esqueça os finais de semana e pontos facultativos por pelo menos 5 anos. Às vezes será preciso limpar a própria privada, entregar a própria venda, e consertar o próprio computador.


Você está pronto para isso?


A sua família te dá o suporte para seguir em frente?


Ser dono do seu próprio negócio significa ter autodisciplina e confiança ao extremo. Você é do tipo de acorda todos os dias pronto para DESTRUIR DE VIVER ou você é do tipo que "simplesmente" não tá a fim de encarar as pessoas hoje? Você consegue aprender inglês sozinho ou precisa pagar um cursinho para te ensinarem o que aprender? Você consegue perder peso sozinho em corridas solitárias no parque próximo a sua casa ou precisa pagar um personal em alguma academia para te motivar? Você gosta de vender os produtos e serviços que produz, ou precisa de alguém que converse com os clientes para você? Ser dono do seu próprio negócio requer que você seja vendedor de carteirinha.


Se você não se sente confortável em ser vendedor, você terá grandes dificuldades em tocar um negócio. Se você tem dificuldades para se motivar, e precisa do The Secret para levantar a tua bola, o teu fim é fazer parte das estatísticas do Sebrae. The Secret é uma ofensa. Vender tamanha baboseira deveria ser um crime inafiançável. Veja como termina o livro: "Os pássaros cantam para você, as estrelas brilham para você, o sol brilha para você, todas as coisas belas estão aí para você, nada poderia existir sem você. Não importa quem você pensava que era, agora você sabe quem você realmente é. Você é o senhor do universo. Você é a perfeição da vida.


E agora você conhece o segredo." Senhor do Universo? Ah ah ah ah!!! "Pelos poderes de Greyskull!".


The Secret é bom em apenas uma coisa: marketing. Mas mesmo nesse campo eles perdem para outros marketeiros que já revelaram o segredo. Eu acredito que você conhece o slogan deles: "Just do it!".

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Gestão do Fósforo

Recebi este texto de uma amiga, via e-mail.
Achei que tem muito a ensinar... e tudo que tem conteúdo, deve ser divulgado!
So... enjoy it!


Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal: Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia. Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave.Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: '- Bem-vindo ao Venetia!'Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto ,apenas para passar a noite, começou a pensar que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para o quarto.

Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um. Que noite agradável aquela.

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: 'Sua marca predileta de café. Bom apetite!' Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe?De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. 'Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?'Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia. O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor.

Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal.

Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.


Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito, mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas. O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!!!

Lembrando que:

Esta mensagem vale para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia que na maioria das vezes passam desapercebidos.